Cultura
Música e Resistência: O Legado de Cartola Ecoa na Luta Antirracista
O samba de Cartola inspira nova geração de artistas e movimentos sociais na era digital
O samba como ferramenta de transformação
O legado de Cartola, um dos maiores nomes do samba brasileiro, continua vivo e pulsante. Em 2026, suas composições ganham nova roupagem e se tornam hinos de resistência nos movimentos antirracistas. A Mangueira, escola de samba que o consagrou, promoveu um evento histórico reunindo jovens artistas e ativistas.
Chico Buarque, amigo e admirador, relembrou em entrevista a importância de Cartola na música brasileira. “Ele cantou o morro, o amor e a dor de um povo”, disse o compositor. A cantora Maria Bethânia também emocionou o público ao interpretar “O Mundo é um Moinho” no show “Samba de Resistência”.
O evento, realizado no Rio de Janeiro, contou com a presença de Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, que destacou a relevância do samba na luta por direitos. “Cartola é ancestralidade e força”, afirmou. A Fundação Palmares anunciou um edital para difusão da obra do compositor.
A Plataforma Samba e Tecnologia criou um aplicativo com as letras de Cartola, trazendo contexto histórico e social. Segundo Luciane Ramos, pesquisadora da Unicamp, a obra de Cartola “desafia o racismo estrutural”. O projeto também inclui aulas gratuitas sobre a história do samba, acessíveis a jovens da periferia.
A Unesco declarou o samba como Patrimônio Imaterial da Humanidade, reforçando a importância de preservar manifestações culturais negras. O movimento #CartolaResiste viralizou nas redes, com milhares de pessoas recriando seus sambas em versos e memes.
Para Raphael Santos, neto de Cartola, “vovô estaria feliz em ver a juventude abraçando o samba”. O evento terminou com um cortejo pela Praça Onze, palco histórico do samba carioca.
Cultura
Museu do Amanhã Lança Exposição Interativa sobre Realidade Virtual e Cultura Indígena
Mostra inédita combina tecnologia VR com arte e saberes ancestrais de povos originários do Brasil
Inovação e ancestralidade se encontram no Museu do Amanhã
O Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, inaugura no próximo mês a exposição ‘Realidades Originárias’, que mergulha o visitante em experiências de realidade virtual inspiradas em rituais, mitologias e artefatos de povos indígenas brasileiros. A curadoria, feita em parceria com lideranças tupi-guarani e xavante, busca promover a preservação cultural e o diálogo entre tecnologia e tradição.
A mostra ocupará dois andares do museu e contará com 15 estações de VR, onde o público poderá participar de uma cerimônia de cura com o pajé ou navegar por uma floresta amazônica reconstruída digitalmente a partir de dados de satélite. ‘É uma forma de democratizar o acesso à cultura indígena e combater estereótipos’, diz a diretora-geral, Maria Paula Fernandes.
A exposição também inclui painéis interativos sobre a história do contato entre europeus e nativos, além de obras de artistas contemporâneos indígenas, como Jaider Esbell e Denilson Baniwa. A entrada será gratuita às terças-feiras e terá programação especial de debates com antropólogos e ativistas.
A iniciativa é financiada pela UNESCO e pelo Ministério da Cultura, como parte do projeto ‘Cultura Digital e Inclusão’. A expectativa é receber mais de 100 mil visitantes nos primeiros três meses.
Cultura
Resgate Cultural: Arte Urbana Ganha Vida em Ruas Esquecidas de São Paulo
Projeto ‘Cores da Cidade’ revitaliza bairros históricos com murais de artistas locais e internacionais
Das Cinzas ao Colorido: O Renascimento das Ruas Paulistanas
As ruas do centro velho de São Paulo, antes marcadas pelo cinza do abandono, agora explodem em cores. O projeto ‘Cores da Cidade’, idealizado pelo coletivo cultural Urbanismo Poético, transformou 15 fachadas de prédios históricos em verdadeiras galerias a céu aberto. Artistas como Manoel Vergne, muralista baiano, e a argentina Clara Rossi uniram seus talentos para retratar a diversidade cultural brasileira.
Segundo a coordenadora do projeto, Ana Clara Mendes, a iniciativa busca resgatar a memória dos bairros e promover o turismo cultural. “Cada mural conta uma história: a do imigrante, do trabalhador, do artista de rua”, explica. A ação conta com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e de empresas privadas, que financiaram os materiais e a logística.
O impacto já é visível: o fluxo de visitantes aumentou 40% na região nos últimos três meses, segundo dados da associação de comerciantes locais. Além disso, os moradores se engajaram em oficinas de graffiti e pintura, ministradas pelos próprios artistas. “A arte não embeleza só o espaço, ela devolve a autoestima da comunidade”, afirma Seu João, morador do bairro há 50 anos.
O projeto também inclui um aplicativo de realidade aumentada, que permite aos visitantes ver animações dos murais e ouvir áudios narrando a história de cada obra. A iniciativa já despertou interesse de outras cidades, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte, que planejam replicar o modelo.
Para os organizadores, o sucesso do ‘Cores da Cidade’ prova que a cultura é ferramenta essencial de transformação social. “Não estamos apenas pintando paredes; estamos pintando futuros”, conclui Ana Clara.
Cultura
Arte Urbana Transforma Muros em Galerias a Céu Aberto em São Paulo
Projeto ‘Cores da Cidade’ revitaliza bairros periféricos com murais de artistas locais e internacionais, promovendo inclusão cultural.
O projeto ‘Cores da Cidade’ está transformando muros cinzentos em vibrantes galerias de arte urbana em bairros periféricos de São Paulo. Iniciado em maio de 2026, a iniciativa já conta com mais de 50 murais pintados por artistas locais e internacionais, como o brasileiro Eduardo Kobra e o francês JR. As obras retratam a diversidade cultural brasileira e temas sociais como a luta contra o racismo e a desigualdade.
A prefeitura de São Paulo, em parceria com ONGs culturais, forneceu tintas e equipamentos de segurança. Os bairros beneficiados incluem Brasilândia, Capão Redondo e Heliópolis. Moradores relatam que o projeto aumentou o turismo local e reduziu a criminalidade nas áreas revitalizadas.
O curador Pedro Mendes destaca que a arte urbana democratiza o acesso à cultura, levando arte para espaços públicos. Além disso, workshops gratuitos de grafite estão sendo oferecidos para jovens da comunidade, fomentando novos talentos. O projeto deve se expandir para outras cidades brasileiras até o final do ano.
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