Cultura
Grafite em SP: Arte de Rua Vira Patrimônio Imaterial
Projeto cultural reconhece obras de artistas como Os Gêmeos e Kobra como parte da identidade paulistana
A cidade de São Paulo deu um passo histórico ao incluir o grafite como patrimônio imaterial da cultura local. A medida, aprovada pela Secretaria Municipal de Cultura, reconhece a arte urbana como expressão artística legítima e parte da memória coletiva. Obras de artistas como Os Gêmeos, Eduardo Kobra e Nina Pandolfo ganham proteção especial contra apagamentos ou descaracterizações.
A iniciativa partiu de um movimento de curadores e grafiteiros que há anos lutavam pela preservação dos murais. ‘É uma vitória para a arte de rua’, afirma Otávio Guedes, coordenador do projeto. ‘O grafite não é mais vandalismo: é cultura visual.’ A partir de agora, novas intervenções em áreas tombadas precisarão de autorização, mas a prefeitura promete incentivar a criação de novos murais em bairros como Vila Madalena e Centro.
A declaração de patrimônio imaterial inclui também a documentação das técnicas e das histórias por trás dos desenhos. Um inventário digital será criado, com registros em 360 graus e depoimentos dos artistas. ‘Queremos que as próximas gerações entendam o contexto social e político que inspirou cada obra’, explica a antropóloga Mariana Silva.
A decisão gerou debate: enquanto coletivos de arte comemoram, proprietários de imóveis temem restrições. A secretaria garante que haverá diálogo para equilibrar preservação e direito à propriedade.
Cultura
Secretaria de Cultura Lança Edital de R$ 5 Milhões para Festivais de Música
Iniciativa visa fomentar a diversidade musical e apoiar eventos em todas as regiões do país, com inscrições abertas até setembro.
Novo fomento para a música brasileira
A Secretaria Especial da Cultura, vinculada ao Ministério do Turismo, anunciou nesta quarta-feira o lançamento do Edital de Fomento a Festivais de Música 2026, com investimento total de R$ 5 milhões. A ação tem como objetivo apoiar a realização de festivais de música em todas as regiões do Brasil, fortalecendo a cadeia produtiva do setor e promovendo a diversidade cultural.
De acordo com a secretária de Cultura, Ana de Hollanda, o edital busca contemplar projetos que valorizem gêneros musicais brasileiros e a inclusão de novos talentos. “Queremos que os festivais sejam vitrines para a riqueza musical do país, desde o samba e o forró até o hip hop e a música eletrônica”, afirmou.
Como participar
Podem se inscrever pessoas jurídicas de direito privado, como produtoras, associações e fundações, com projetos que ocorram entre janeiro e dezembro de 2027. Cada proposta pode receber até R$ 500 mil. As inscrições vão até 30 de setembro de 2026, pelo site oficial da Secretaria. Os critérios de seleção incluem relevância cultural, acessibilidade, contrapartida social e distribuição geográfica.
O edital também prevê uma cota de 20% dos recursos para projetos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “É fundamental descentralizar os investimentos e garantir que todas as regiões tenham oportunidades”, destacou a secretária.
Impacto esperado
A expectativa é que o edital beneficie cerca de 50 festivais, gerando empregos diretos e indiretos para profissionais da música, como músicos, técnicos de som, iluminadores e produtores. Estima-se que mais de 200 mil pessoas sejam impactadas pelos eventos.
Para a presidente da Associação Brasileira de Festivais Independentes, Beatriz Siqueira, a iniciativa é um marco. “Os festivais são fundamentais para a economia criativa e para a difusão da cultura brasileira. Este edital chega em um momento crucial, após anos de cortes no setor”, comemorou.
Histórico
O último edital nacional para festivais ocorreu em 2019. Desde então, o setor enfrentou desafios com a pandemia e a redução de verbas. A retomada dos investimentos é vista como um sinal de recuperação. O edital atual faz parte do Programa de Apoio à Cultura, que prevê R$ 100 milhões em editais para diferentes áreas em 2026.
Cultura
Música Clássica Ganha Nova Vida em Festival Digital Interativo
Jovens músicos reinterpretam obras de Villa-Lobos e Pixinguinha em evento transmitido ao vivo com realidade aumentada.
O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro sediou, no último fim de semana, o Festival Música Viva, que reuniu jovens instrumentistas em performances de obras clássicas brasileiras com uso de tecnologia de realidade aumentada. O evento, transmitido ao vivo para todo o país, homenageou os 50 anos da morte do maestro Heitor Villa-Lobos e os 125 anos do compositor Pixinguinha.
A orquestra jovem do conservatório Villa-Lobos tocou peças como Bachianas Brasileiras e Carinhoso, enquanto projeções 3D interagiam com os músicos no palco. A plateia, composta por 200 pessoas no local, usava óculos especiais para ver elementos virtuais, como pássaros e instrumentos flutuantes. Online, mais de 50 mil espectadores acompanharam a transmissão.
Segundo a diretora artística, Ana Paula Silva, a ideia foi atrair o público jovem para a música erudita. “Queremos mostrar que a tradição pode dialogar com o futuro”, afirmou. O festival contou com patrocínio da Petrobras e apoio da Secretaria de Cultura do Estado. A próxima edição está prevista para julho de 2027, em São Paulo.
Cultura
Música Erudita Brasileira Ganha Palco Internacional em Nova York
Compositores contemporâneos do Brasil se apresentam no Carnegie Hall, unindo tradição e inovação.
Concerto Inédito Reúne Obras de Compositores Brasileiros
No dia 15 de julho de 2026, o Carnegie Hall, em Nova York, foi palco de um concerto histórico que celebrou a música erudita brasileira contemporânea. A apresentação, intitulada ‘Brasil Sinfônico’, contou com obras de oito compositores brasileiros vivos, selecionados por um júri internacional. O evento foi organizado pelo Instituto de Música Brasileira e teve patrocínio do Ministério da Cultura.
Destaques da Noite
Entre as peças apresentadas, destacou-se a suíte ‘Floresta Amazônica’, do compositor paulista João de Andrade, que mescla sons da natureza com orquestração clássica. A obra foi executada pela Orquestra Filarmônica de Nova York, sob regência da maestrina brasileira Ana Clara Santos. Outro momento marcante foi a estreia mundial de ‘Samba Sinfônico’, de Maria Fernanda Silva, que incorpora ritmos populares em uma estrutura erudita.
Intercâmbio Cultural
O concerto também incluiu uma parceria com músicos indígenas do Xingu, que participaram com instrumentos tradicionais. O evento foi transmitido ao vivo pela TV Cultura e por plataformas digitais, alcançando mais de 2 milhões de espectadores. A iniciativa visa fortalecer a presença da música brasileira no exterior e abrir portas para novos talentos.
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