Cultura
O Renascimento da Capoeira: Patrimônio Imaterial Ganha Novos Mestres
Com o resgate de tradições e a inclusão digital, a capoeira se reinventa e atrai jovens em todo o Brasil
A capoeira, expressão cultural brasileira que mescla dança, música e arte marcial, vive um momento de renovação. Reconhecida como patrimônio imaterial pela UNESCO, a prática ganha novos adeptos com a formação de mestres mais jovens e o uso de plataformas digitais para difusão. Em Salvador, o Centro de Capoeira Angola reconheceu recentemente 15 novos mestres, a maioria com menos de 30 anos, que prometem levar a tradição para o século 21.
Entre eles, Mestre Lua Nova, de 26 anos, que criou um canal no YouTube com aulas gratuitas e já acumula mais de 200 mil seguidores. “A capoeira é minha vida. Precisamos modernizar sem perder a essência”, afirma. A iniciativa reflete uma tendência nacional: de acordo com o IPHAN, o número de grupos de capoeira cresceu 40% nos últimos cinco anos, impulsionado por eventos online e interações em redes sociais.
No Rio de Janeiro, o projeto “Capoeira nas Escolas” já atendeu mais de 5 mil crianças, promovendo inclusão social e valorização da cultura afro-brasileira. “A capoeira ensina respeito, disciplina e história”, destaca Mestre Rui, coordenador do projeto. Apesar do avanço, desafios persistem: a precarização do trabalho dos mestres e a falta de políticas públicas são apontadas como principais obstáculos.
A novidade é que a geração digital não apenas assiste, mas participa ativamente. Aplicativos como o “Capoeira App” já registram mais de 100 mil downloads, permitindo que praticantes de todo o mundo aprendam passos e ritmos. Para Mestre Lua Nova, o segredo é reconhecer o passado e inovar: “A capoeira é resistência. Ela sempre se reinventou, e agora com a tecnologia, não será diferente.”
Cultura
Luzes e Sombras: O Novo Olhar da Fotografia Brasileira Contemporânea
Exposição no MASP reúne 30 artistas que redefinem a identidade visual do país, com obras que dialogam com questões sociais e tecnológicas.
O Museu de Arte de São Paulo (MASP) inaugura nesta sexta-feira a exposição ‘Luzes e Sombras: Fotografia Brasileira Contemporânea’, uma coletânea de 150 obras de 30 artistas que exploram novas fronteiras da linguagem fotográfica. A curadoria, assinada por Adriana Pedrosa, destaca trabalhos que mesclam técnicas analógicas e digitais, refletindo sobre temas como identidade, memória e urbanidade.
Entre os destaques, a série ‘Retratos Invisíveis’ de João Carlos de Oliveira, que utiliza inteligência artificial para reconstruir rostos de pessoas apagadas da história oficial. Já a artista indígena Tamikuã Txihi apresenta ‘Territórios Líquidos’, imagens aéreas da Amazônia que denunciam o desmatamento. A mostra também inclui instalações interativas, como a obra ‘Pixel Poesia’ de Maria Fernanda Santos, onde o visitante pode modificar as cores das imagens em tempo real.
A exposição acontece até 15 de junho de 2026, com entrada gratuita aos domingos. O MASP espera receber mais de 100 mil visitantes, consolidando-se como um polo de discussão sobre a fotografia contemporânea no Brasil.
Cultura
Festival de Parintins 2026: Garantido e Caprichoso em Disputa Épica
Boi-bumbás se preparam para maior rivalidade cultural do Amazonas com inovações tecnológicas e enredos indígenas
Maior festival folclórico do norte do Brasil chega em junho de 2026
O Festival de Parintins 2026 promete ser um dos mais memoráveis da história, com os bois Garantido e Caprichoso em uma disputa acirrada pelo título de campeão. Realizado no Bumbódromo, o evento ocorre anualmente no final de junho e atrai turistas do mundo inteiro. Este ano, a novidade fica por conta de tecnologias de som e luz de última geração, além de enredos que homenageiam a cultura indígena local. A Secretaria de Cultura do Amazonas espera um público recorde de 120 mil pessoas nos três dias de festival. As torcidas organizadas já iniciaram os ensaios, e a expectativa é que a rivalidade entre os dois bois traga apresentações inesquecíveis.
Garantido aposta em tecnologia e tradição
O boi Garantido, conhecido pela cor vermelha e pelo coração, apresentará um enredo focado na preservação da floresta amazônica. Com alegorias de 20 metros de altura e efeitos pirotécnicos, a agremiação promete emocionar o público. Já o boi Caprichoso, azul e estrelado, trará uma narrativa sobre os povos indígenas do rio Negro, com destaque para as lendas do Boto e da Iara. A disputa técnica deve ser equilibrada, e os jurados terão a difícil tarefa de escolher o vencedor.
Impacto econômico e cultural
O festival movimenta a economia local, gerando empregos temporários e renda para artesãos, músicos e comerciantes. A prefeitura de Parintins estima um incremento de R$ 200 milhões no comércio da cidade. Além disso, o evento é vitrine da cultura amazonense para o mundo, com transmissão ao vivo para mais de 50 países. A curadoria do festival anunciou que haverá debates sobre sustentabilidade e valorização das tradições indígenas durante a programação paralela.
Cultura
Festival de Ópera ao Ar Livre Atrai Multidões em Pequim
Evento gratuito no Templo do Céu reúne artistas internacionais e promove intercâmbio cultural
Um Encontro de Culturas sob o Céu de Pequim
O histórico Templo do Céu, um dos símbolos mais icônicos de Pequim, foi palco de um espetáculo inesquecível no último fim de semana. O Festival de Ópera ao Ar Livre, que já está em sua quinta edição, atraiu mais de 15 mil pessoas, entre moradores locais e turistas estrangeiros.
Durante três dias, o público pôde apreciar apresentações de ópera tradicional chinesa, como a Ópera de Pequim, além de performances de companhias internacionais vindas da Itália, França e Brasil. O ponto alto foi a colaboração entre a soprano italiana Maria Rossi e o tenor chinês Li Wei, que juntos interpretaram uma adaptação da ópera ‘Turandot’ com elementos da música chinesa.
O evento, organizado pelo Ministério da Cultura da China, teve entrada gratuita e contou com estrutura de tradução simultânea em quatro idiomas. ‘Queremos democratizar o acesso à arte e promover o diálogo entre as culturas’, disse a ministra Wang Fang durante a cerimônia de abertura.
Além das apresentações, o festival ofereceu oficinas de caligrafia, pintura em leque e degustação de chá, proporcionando uma experiência imersiva na cultura chinesa. O público infantil também teve espaço garantido com atividades interativas de teatro e música.
A edição deste ano homenageou os 50 anos de relações diplomáticas entre China e Itália, com uma noite especial dedicada à ópera italiana. O sucesso do evento já motivou a organização a planejar uma expansão para outras cidades em 2027.
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