Cultura
Arte em Ruínas: Artistas Transformam Lixão em Galeria a Céu Aberto no Rio
Exposição ‘Reciclo’ reúne obras feitas com detritos urbanos e questiona o consumo na sociedade contemporânea
No coração da zona norte do Rio de Janeiro, um antigo lixão desativado se transformou em palco para uma das mostras de arte mais ousadas do ano. A exposição ‘Reciclo’, inaugurada neste sábado, reúne 25 artistas brasileiros e internacionais que criaram obras a partir de resíduos coletados no próprio local. A iniciativa é do curador Pedro Almeida e da ONG Lixo Zero, que há cinco anos atua na recuperação de áreas degradadas.
Entre as obras, destaca-se a instalação ‘Onda de Plástico’, do artista paulista João Mendes, feita com mais de duas mil garrafas pet encontradas no aterro. ‘Queria mostrar que o que descartamos volta para nós de forma avassaladora’, explicou Mendes. Já a artista francesa Camille Dubois criou uma série de retratos usando tampinhas de refrigerante, numa crítica ao consumismo.
A mostra ocupa uma área de 5 mil metros quadrados e pode ser visitada até o dia 30 de agosto. A entrada é gratuita, mas os organizadores sugerem a doação de um quilo de alimento não perecível, que será destinado a comunidades carentes da região. ‘A arte tem o poder de transformar realidades, e este espaço é a prova disso’, afirmou Almeida.
O prefeito Eduardo Paes, que visitou a exposição na abertura, elogiou a iniciativa e anunciou que a prefeitura estuda transformar o local em um polo cultural permanente. ‘O Rio de Janeiro respira arte e sustentabilidade’, declarou.
Cultura
Música Clássica no Metaverso: Orquestra Sinfônica Virtual Revoluciona a Experiência Cultural
Nova plataforma imersiva permite que espectadores de todo o mundo participem de concertos sinfônicos em tempo real, com avatares e interação social.
A Orquestra Sinfônica do Metaverso (OSM) realizou seu concerto de estreia na última sexta-feira, atraindo mais de 50 mil espectadores virtuais. A iniciativa, liderada pelo maestro Carlos Pereira, combina tecnologia de realidade virtual com a tradição da música clássica, permitindo que o público assista de qualquer lugar do mundo usando óculos VR ou simplesmente pelo navegador.
O concerto inaugural apresentou peças de Beethoven, Villa-Lobos e uma composição original de inteligência artificial. Os espectadores podiam escolher seus avatares e circular livremente pelo salão virtual, interagindo com outros espectadores. A experiência incluiu ainda a possibilidade de assistir de diferentes ângulos, como se estivesse no palco ou entre os músicos.
“Queremos democratizar o acesso à música clássica e criar uma nova forma de apreciação”, afirmou Pereira. “A tecnologia não substitui a experiência ao vivo, mas a amplia, conectando pessoas que nunca poderiam estar juntas fisicamente.”
A OSM planeja uma temporada regular com concertos mensais, além de workshops e masterclasses com músicos renomados. A iniciativa já recebeu apoio do Ministério da Cultura e de empresas de tecnologia como a Meta.
A crítica especializada tem se dividido: enquanto alguns celebram a inovação, outros questionam se a experiência virtual consegue transmitir a emoção de um concerto presencial. “O som é excelente, mas falta o arrepio de sentir a vibração do violoncelo a poucos metros”, comentou a musicista Clara Mendes.
Cultura
Revolução Cultural: Novos Murais Digitais Transformam o Centro Histórico de São Paulo
Artistas brasileiros e internacionais unem tecnologia e arte urbana para revitalizar a região da Sé, atraindo milhares de visitantes.
No coração de São Paulo, a região da Sé está passando por uma transformação cultural sem precedentes. Desde julho de 2026, uma série de murais digitais interativos está sendo instalada em prédios históricos, combinando arte urbana com tecnologia de realidade aumentada. A iniciativa, chamada “Sé Conecta”, é fruto de uma parceria entre a Prefeitura de São Paulo e o coletivo de artistas “Muros Abertos”.
Arte que dialoga com o passado e o futuro
Os murais, criados por artistas como o brasileiro Eduardo Kobra e a francesa Sarah Valente, retratam figuras históricas e ícones culturais, como a escritora Carolina Maria de Jesus e o músico Cartola. Ao apontar um smartphone para as obras, os visitantes podem assistir a animações e ouvir narrativas sobre a história do local. “É uma forma de democratizar o acesso à cultura e trazer vida nova ao centro”, afirma a curadora Ana Paula Oliveira.
A instalação já atraiu mais de 50 mil pessoas desde sua inauguração, em 1º de julho. Moradores e turistas elogiam a iniciativa. “Antes, eu evitava passar por aqui. Agora, venho todo fim de semana para ver as novidades”, conta a moradora Juliana Santos, de 34 anos.
Para o secretário municipal de Cultura, Marcos Mendonça, o projeto é um marco: “Estamos usando a tecnologia para resgatar a identidade cultural da cidade e fomentar o turismo”. A expectativa é que os murais permaneçam por pelo menos dois anos, com renovação periódica das obras.
O projeto também inclui oficinas gratuitas de arte digital para jovens da região. “Queremos que a comunidade se aproprie desses espaços”, conclui Ana Paula.
Cultura
Museu do Amanhã Lança Exposição Imersiva sobre Astronomia Indígena
Mostra ‘Céu dos Povos Originários’ une ciência e tradição com tecnologia de realidade virtual no Rio de Janeiro
Museu do Amanhã Lança Exposição Imersiva sobre Astronomia Indígena
O Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, inaugurou nesta quinta-feira (15) a exposição temporária ‘Céu dos Povos Originários’, que mergulha os visitantes na rica tradição astronômica de povos indígenas brasileiros. A mostra utiliza realidade virtual, projeções mapeadas e instalações interativas para recriar constelações e mitos de etnias como os Tupi-Guarani, Kalapalo e Yanomami.
Com curadoria da antropóloga Bruna Franchetto e do astrônomo Marcelo Gleiser, a exposição ocupa 800 m² do museu e estará aberta até dezembro. Os visitantes poderão ver como diferentes culturas explicam fenômenos como as fases da Lua e as estações do ano. ‘A astronomia indígena não é apenas ciência, é cosmologia viva’, afirmou Franchetto.
Destaque para a instalação ‘O Rio Celestial’, que usa projeções no chão para simular o reflexo das estrelas no rio Tietê. ‘Queremos mostrar que o céu também é um território de diversidade cultural’, disse Gleiser. A entrada custa R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), com gratuidade às terças-feiras.
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