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Guerra na Ucrânia: Ataque a hospital deixa 14 mortos e ONU condena violação do direito humanitário

Bombardeio contra unidade de saúde em Kherson é o mais recente de uma série de ataques a infraestruturas civis; Secretário-Geral pede investigação independente

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Ataque a hospital em Kherson

Na madrugada desta quarta-feira, um bombardeio russo atingiu o Hospital Central de Kherson, no sul da Ucrânia, matando 14 pessoas, incluindo dois médicos e uma criança, e ferindo outras 25. O ataque destruiu parte do edifício principal e danificou a ala de emergência, segundo autoridades locais. O governador regional, Yaroslav Yanushevych, classificou o episódio como “crime de guerra” e afirmou que equipes de resgate seguem trabalhando nos escombros.

Reação internacional

A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou veementemente o ataque. Em nota, o Secretário-Geral, António Guterres, disse que “alvos civis, especialmente hospitais, são protegidos pelo direito internacional humanitário” e pediu uma investigação independente. A União Europeia, por meio do Alto Representante Josep Borrell, também repudiou a ação e prometeu novas sanções contra a Rússia. Já o Kremlin negou envolvimento, alegando que o exército russo não ataca infraestruturas civis.

Contexto da guerra

Este é o nono ataque a instalações de saúde em Kherson desde que a cidade foi recapturada pela Ucrânia em novembro de 2022. A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou mais de 1.000 ataques a hospitais na Ucrânia desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a Rússia tenta “semear o terror” e cobrou que a comunidade internacional forneça mais sistemas de defesa antiaérea para proteger a população.

Consequências humanitárias

O ataque agravou a já crítica situação humanitária na região. A ONU estima que cerca de 300 mil pessoas precisam de assistência urgente em Kherson e áreas vizinhas. Médicos Sem Fronteiras (MSF) suspendeu temporariamente suas operações no local após o bombardeio. A Cruz Vermelha Internacional também condenou o ato e reforçou equipes para ajudar feridos. Ataques a hospitais são considerados violações graves das Convenções de Genebra e podem configurar crimes de guerra.

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Crise no Himalaia: Deslizamento Ameaça Ecossistema Único

Após fortes chuvas, deslizamento de terra no Nepal danifica reserva natural e pode desencadear desastre ecológico

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Desastre Natural no Himalaia

Um deslizamento de terra de grandes proporções atingiu a Reserva Natural de Langtang, no Nepal, na última terça-feira. O incidente, provocado por chuvas torrenciais que duram dias, soterrou uma área de pelo menos 10 hectares, ameaçando a fauna e a flora locais. O governo nepalês declarou estado de emergência na região, enquanto equipes de resgate buscam por possíveis vítimas.

O deslizamento ocorreu em uma das áreas mais biodiversas do planeta, lar de espécies ameaçadas como o leopardo-das-neves e o cervo-almiscarado. Cientistas temem que o solo e rochas deslocados possam contaminar rios que abastecem comunidades ribeirinhas, além de interromper corredores ecológicos essenciais para a migração animal.

A Organização das Nações Unidas ofereceu assistência técnica e financeira ao Nepal, enquanto o Fundo Mundial para a Natureza alerta que o evento pode ser o maior desastre natural do ano na região do Himalaia. Especialistas atribuem o deslizamento às mudanças climáticas, que têm intensificado as monções na Ásia. A recuperação da reserva pode levar décadas.

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Acordo Global para Reduzir Emissões de Metano Caminha para Ratificação

Mais de 100 países se comprometem a cortar emissões em 30% até 2030, em pacto firmado na COP29.

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Um novo acordo internacional visando reduzir as emissões de metano em 30% até 2030 está próximo da ratificação, após a adesão de mais de 100 países durante a 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), realizada em Baku, Azerbaijão. O pacto, liderado por Estados Unidos e União Europeia, tem como alvo o metano, um gás de efeito estufa 80 vezes mais potente que o dióxido de carbono em curto prazo.

O compromisso inclui medidas como a detecção e reparo de vazamentos na indústria de petróleo e gás, redução de emissões agrícolas e melhor gestão de resíduos. O presidente dos EUA, Joe Biden, destacou a importância do acordo: “É um passo crucial para desacelerar o aquecimento global rapidamente.” A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a UE fornecerá 200 milhões de euros para ajudar países em desenvolvimento a implementar as mudanças.

Organizações ambientais, como o World Resources Institute, elogiaram o acordo, mas alertaram que a meta de 30% pode não ser suficiente para limitar o aquecimento a 1,5°C. Críticos apontam a falta de mecanismos de fiscalização. Apesar disso, o acordo representa um dos maiores esforços coordenados contra as mudanças climáticas desde o Acordo de Paris.

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Governo anuncia novo plano climático: redução de 50% das emissões até 2035

Medida visa cumprir Acordo de Paris e inclui incentivos para energias renováveis e transporte elétrico.

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Governo anuncia novo plano climático: redução de 50% das emissões até 2035

O governo federal apresentou hoje o novo Plano Nacional de Mudanças Climáticas, estabelecendo a meta de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 50% até 2035, em relação aos níveis de 2005. A medida, anunciada pelo Ministério do Meio Ambiente, visa alinhar o país às metas do Acordo de Paris e acelerar a transição para uma economia de baixo carbono.

Entre as principais ações estão a expansão da capacidade de energia eólica e solar, com investimentos de R$ 200 bilhões em parques eólicos offshore e usinas solares no Nordeste. Além disso, o plano prevê a criação de um programa de incentivos para veículos elétricos, com isenção de IPI e redução de IPVA para carros movidos a bateria.

“Esta é uma resposta aos desafios globais e uma oportunidade de gerar empregos verdes e inovação”, destacou o ministro. A iniciativa também inclui a restauração de 12 milhões de hectares de florestas na Amazônia e no Cerrado, com apoio a comunidades indígenas e ribeirinhas.

O anúncio ocorre em meio a críticas de ONGs ambientalistas, que consideram as metas insuficientes. “Precisamos de reduções mais ambiciosas e imediatas”, afirmou a porta-voz do Greenpeace. Já o setor empresarial elogiou os incentivos, mas pede maior clareza sobre financiamento. O plano será debatido no Congresso nas próximas semanas.

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